Atividade Física e Gravidez

2, Julho, 2008

Nas últimas décadas têm-se medicalizado cada vez mais a gravidez, principalmente em nosso país onde o índice de partos cesáreos está entre os maiores do mundo. Em vista disto muitas pessoas tratam a gravidez como doença, sem razão para tal.

Durante a gravidez, como, aliás, durante as outras fases da vida, a atividade física praticada de forma regular e adequada constitui uma das funções ideais para uma boa manutenção da forma física, uma evolução mais harmoniosa do organismo materno durante a gestação, e uma melhor recuperação após o parto. O próprio parto, aliás, é grandemente beneficiado se a futura mãe praticar uma atividade física regular durante a gravidez. Por outro lado, as sensações desagradáveis que a gravidez provoca em muitos casos, como as dores articulares, musculares e pernas pesadas, diminuem de forma importante se houver exercício físico moderado.

O exercício vai melhorar o humor, ajudar a dormir durante a noite, já que depressão, irritabilidade e insônia são queixas comuns durante o pré-natal. Fazer exercício com o parceiro, quer seja dar um passeio, vai ajudar a desfrutar esta fase, despreocupada, juntos como um casal.

È importante ressaltar que diversos órgão internacionais como Organização Mundial de Saúde, Centers for Disease Control and Prevention, American College of Sports Medicine, American Heart Associantion e , no Brasil, o programa Agita São Paulo recomendam que todo cidadão deva fazer atividade física pelo menos 30 minuos por dia, na maior parte dos dias da semana, de forma contínua.

É necessário, no entanto, que antes de se dedicar a praticar ginástica ou qualquer outra forma de exercício, a futura mãe consulte o seu médico a fim de saber se eventualmente existem contra-indicações à atividades físicas específicas. Isto é válido, sobretudo, nos casos em que a grávida não tem hábitos de exercício regulares.

Pode-se afirmar que qualquer forma de exercício é segura desde que praticada com moderação. È de bom senso que atividades que acarretem o risco de traumatizar a mãe ou o feto, como os desportos radicais, estão desaconselhadas durante esta fase e devem ser substituídas por outras modalidades mais seguras.

Existem em muitos locais, aulas de “ginástica para grávidas”. Embora normalmente sejam ministradas por profissionais credenciados e com prática, convém sempre informar-se sobre a idoneidade e competência profissional de quem orienta essas aulas, sendo um exercício bastante aconselhável para grávidas as aulas de hidroginástica.

De acordo com os “guidelines” do American College of Obstetricians and Gynecologists, existem determinadas recomendações a ter em conta e para que chamamos a melhor atenção:

i. Faça exercício pelo menos 3 vezes por semana, durante um mínimo de 20 minutos de cada vez. Evite sessões de exercícios intensos seguidos de longos períodos de inatividade.

ii. Evite exercícios que a obriguem a deitar-se de barriga após o terceiro mês de gravidez.

iii. Evite longos períodos em pé sem se mexer.

iv. Evite exercício intenso em ambientes quentes, úmidos ou se tiver febre.

v. Se sentir que algo não está bem durante um determinado exercício, não o faça.

vi. Evite movimentos ou atividades com impactos freqüentes ou violentos.

vii. Utilize um soutien que dê um bom apoio e proteja convenientemente o seu peito. É natural que tenha de comprar tamanhos maiores durante a gravidez.

viii. Use calçado apropriado, de modo a que os pés e tornozelos estejam bem protegidos e não escorreguem.

ix. Lembre-se que o seu centro de gravidade, e por conseguinte o seu equilíbrio, mudam durante a gravidez, devido ao peso crescente do bebe.

x. Evite exercícios em que tenha de dobrar demasiado os joelhos, levantamentos simultâneos das duas pernas, e saltos com as pernas esticadas (devem amortecer a queda).

xi. Comece sempre com 5 minutos de marcha lenta ou bicicleta estática com pouca resistência, para aquecer bem os músculos. O exercício mais intenso não deve exceder os 15 minutos seguidos.

xii. Após o exercício mais intenso faça 5 a 10 minutos de atividade gradualmente menos intensa, que deve terminar com exercícios suaves de relaxamento muscular (“stretching”).

xiii. Não se canse demasiado, nunca fique exausta!

xiv. Meça o seu ritmo cardíaco durante as fases de exercício mais ativo. O ritmo não deve exceder as 140 pulsações por minuto.

xv. Após um exercício no chão, levante-se lentamente para evitar vertigens. Após estar de pé, ande durante um ou dois minutos.

xvi. Beba água ant7es, durante e após a sessão de ginástica. Lembre-se que o seu corpo necessita de estar hidratado.

xvii. Aumente o número de calorias diárias de acordo com as necessidades da gravidez (ver “Alimentação”), ou seja, cerca de 300 calorias extra por dia. Durante a gravidez não deve fazer exercício com o objetivo de perder peso!

xviii. Pare o exercício e consulte o seu médico se sentir algum dos seguintes sintomas:

a. Dor

b. Hemorragia vaginal

c. Vertigens ou desmaio

d. Falta de ar

e. Batimentos cardíacos irregulares ou excessivamente rápidos (mais de 160)

f. Dificuldade em andar

g. Dores nas costas ou zona do púbis

h. Contrações uterinas


MUSCULAÇÃO É MAIS EFICIENTE PARA PROMOVER O EMAGRECIMENTO

11, Junho, 2008

Recentes pesquisas revelam que a musculação é mais eficiente para promover o emagrecimento do que exercícicios aeróbicos.

Os exercícios aeróbicos a partir de 30 minutos passam a utilizar a gordura acumulada em nosso organismo como principal fonte energética para realização do exercício. É nesta afirmação que se apegam os defensores do exercício aeróbico para justificar como o mais eficiente para a diminuição do percentual de gordura, ou seja o emagrecimento.

No entanto, a musculação aumenta a massa muscular e o tônus muscular, que é a rigidez natural do musculo quando este está em repouso. Para a manutenção dessa masa muscular aumentada, bem como o tônus muscular mais ativado, é exigido do organismo um gasto calórico maior. Em repouso o individuo estará gastando mais caloria do que quando na condição de sedentário ou praticante de exercícios aeróbicos. Ocorre, portanto um aumento de metabolismo basal, que consome em torno de 70% do nosso gasto calorico diário.

Sendo assim, fica fácil afirmar que o gasto calórico diário será maior nos individuos praticante de musculação do que nos individuos praticantes de exercícios aeróbicos.

Para que ocorra o emgrecimento deve ocorrer o deficit calórico diário, ou seja, gastar mais calorias do que consumir. Quando isto ocorre, o nosso organismo utiliza a gordura armazenada para suprir o déficit, onde cada grama de gordura produz nove calorias.

Será mesmo???


Fisiwiiterapia

14, Maio, 2008

Fisiwiiterapia

CLINICAS ADOTAM O NINTENDO Wil PARA TRATAR LESÕES NO CORPO E NA MENTE.

Até ontem, o aparelho mais divertido de uma sessão de fisioterapia era uma bola colorida. Agora esse título cabe ao Nintendo Wii, pelo menos em algumas clínicas nos EUA, Canadá e Europa. 0 segredo está no controle revolucionário do videogame, que transforma movimentos reais em comandos na tela. Resultado: partidas virtuais de tênis, beisebol, boxe e afins viram atividade física para valer. E isso pode ser útil em fisioterapias. Entre os pacientes mais indicados para sessões de Wii estão os que sofreram contusões. E até quem está se recuperando das seqüelas de um derrame cerebral, que complica a coordenação motora. “Atendi um senhor que teve um derrame durante uma partida de tênis e, mesmo após exercícios de reabilitação, continuava a ter problemas motores e de equilíbrio. 0 Wii foi ideal para ele praticar os movimentos que precisava para voltarás quadras”, conta o terapeuta ocupacional arnei-icano Matthew White, que coordena o uso de tecnologias avançadas no Instituto de Reabilitação Sister Kenny, em Minneapolis. Os exercícios ajudam as células nervosas que não foram afetadas a descobrir novos caminhos para enviar mensagens aos membros. Seguindo a mesma linha, hospitais têm usado o videogame da Nintendo no tratamento de vítimas de queimaduras. Com o controle na mão, pacientes que fizeram enxertos de pele reaprendem os movimentos das mãos ou dos braços. E não fica nisso. Também estão testando o Wii em casas de repouso. Com sucesso. 0 console é extremamente intuitivo, então os mais velhos aprendem a usá-lo sem drama. E, além de ajudar na coordenação motora, serve de terapia: melhora o humor de todo mundo. Por enquanto, a fisiwiiterapia” não tem data para chegar às clinicas daqui. 0 preço do console não ajuda: são RS 2 mil, contra RS 450 nos EUA.

Fonte:SuperInteressante 12/5/2008


Benefícios da hidroginástica

28, Janeiro, 2008

A Hidroginástica é uma atividade física predominantemente aeróbia. Vários são os benefícios para a saúde.

Como todo mundo sabe a atividade física além de melhorar o condicionamento físico proporciona bem estar e uma melhora da qualidade de vida.

As atividades físicas feitas no meio líquido não possuem impacto o que diminui em muito o risco de lesão.

Proporciona um massageamento da musculatura pela ação da pressão da água, além de favorecer o retorno venoso. Mesmo sendo uma atividade classificada como leve, proporciona benefícios, principalmente cardiovasculares, com aumento do número de capilares e melhoria do débito cardíaco, e consequentemente aumento da capacidade aeróbia.

Pessoas das mais variadas idades podem fazer a hidroginástica, desde crianças até idosos.

Recomenda-se que seja feito uma avaliação física antes do início do programa, para verificar possíveis debilitações que poderão prejudicar o processo de condicionamento. Pessoas de idade superior a 40 anos para mulheres e 50 anos para homens, deverão fazer um exame clínico com um médico.

A água é um excelente meio de exercitação, benefícios da Hidroginástica:

Impacto diminuído

Rápido fortalecimento muscular

Forças de impacto contrariadas pela força de impulsão

Acolhimento de populações especiais

Fonte de grande alegria para a população em idade escolar

Resistência aeróbia, força e flexibilidade

Coordenação (equilíbrio)

Físico proporciona bem estar e uma melhora da qualidade de vida

Favorece o retorno venoso

Aumento do número de capilares


Conselhos Gerais para Praticantes de Musculação

8, Outubro, 2007

Jamais deixe de fazer alongamentos e exercícios de aquecimento, antes de iniciar sua pratica esportiva.

  1. Use calçados, meias e camisetas que permitam a transpiração ou que tenham predominância de tecido natural.
  2. Use tênis apropriado, preferindo os leves e flexíveis, e com palmilhas que amorteçam os impactos.
  3. Procure se alimentar convenientemente, evitando frituras, gorduras, condimentos fortes ou qualquer alimento de difícil digestão.
  4. Evite exercícios físicos com grandes sobrecargas de peso sobre o eixo da coluna.
  5. Tenha preferência por séries de exercícios com pouca carga e muita repetição.
  6. Evite o uso de anabolizantes.
  7. Procure fazer uma progressão gradual das cargas e dos exercícios.
  8. Evite movimentos de grande amplitude e respeite sempre os eixos fisiológicos das articulações.
  9. Ao primeiro sinal de dor muscular aguda, pare o exercício e coloque gelo no local.
  10. Evite exercícios de agachamento completo.
  11. Oriente-se com seu médico sobre os limites de seu batimento cardíaco durante o exercício.
  12. Procure fazer ao menos uma avaliação cardiológica anual para determinar os seus limites.
  13. Ao primeiro sinal de qualquer problema, procure o seu especialista.

Personal Trainer – A quem se destina?

29, Julho, 2007

Destina-se a:

Quem se preocupa com a saúde, a qualidade de vida,forma física e performance.
Quem tem agenda comprometida, vida agitada e falta de tempo.
Quem deseja privacidade.
Quem deseja e necessita de exclusividade e atenção.
Quem não gosta do barulho e agitação das academias e outros centros de prática desportiva.
Quem deseja aumentar a eficiência de seus esforços em relação aos exercícios físicos.
Quem precisa de exercícios para melhorar o quadro de saúde. diabéticos, hipertensos, pessoas com excesso de peso, asmáticos,…
Basicamente, qualquer pessoa que queira atendimento, orientação e atenção exclusivos, segurança e objetividade nos exercícios físicos.

Em um estudo do mercado e do público alvo desse serviços, foram identificados os seguintes grupos:

Pessoas com baixo nível de atividade física, mas sem maiores riscos no quadro de saúde.
Principais objetivos do grupo:
- Estéticos.
- Redução e manutenção do peso corporal.
- Tonicidade muscular e combate à flacidez.
- Combate e redução no nível de ansiedade e de estresse.

Grupos Especiais (com alguma limitação ou patologia no quadro de saúde, como hipertensos, diabéticos, gestantes,…).
Principais objetivos do grupo:
- Restauração e manutenção.
- Prevenção no quadro de saúde.

Atletas amadores e profissionais.
Principal objetivo do grupo:
Melhora da performance esportiva.


Prescrição aplicada a obesos

29, Julho, 2007

A obesidade é a condição na qual a quantidade de gordura corporal excede aos limites determinados, baseados em médias observadas na população.

A obesidade relaciona-se com inúmeras doenças incluindo diabetes, coronariopatia, distúrbios psicológicos, doença renal, hipertensão, apoplexia, males hepáticos e dificuldades mecânicas. Consequentemente, a expectativa de vida é significamente menor entre a população obesa. A obesidade excessiva pode resultar em aumento de até 100% na normalidade, em relação à que se poderia esperar.

“A obesidade é, indiscutivelmente, um dos maiores problemas de saúde da sociedade moderna”.

Causas e conseqüência da obesidade:

A obesidade começa no início da infância e, no caso de ocorrer, as probabilidades de obesidade na vida adulta são três vezes maiores, em comparação com crianças de peso corporal normal.

Até os três meses de idade, os lactentes não podem ser diferenciados em termo de antropometria, taxa metabólica pós- prandial, quociente respiratório ou ingestão de energia metabolizável. Entretanto, dos três meses até 1 ano, o gasto energético total para os lactentes que, a seguir, se tornavam gordos era 21% mais baixo, em comparação com os lactentes que mantinham um aumento normal de peso.

Os períodos críticos do surgimento da obesidade são os 12 primeiros meses de vida, na fase pré – escolar e na puberdade. Sendo que a forma mais grave inicia neste último período, a partir daí segue progressivamente.

As células gordurosas provavelmente aumentam em número até o início da adolescência. A falta de exercício e o excesso de comida podem estimular sua formação. As pessoas obesas possuem um número maior de células gordurosas que contém um volume de lipídios maior que seus equivalentes magros.

A gordura excessiva se manifesta também lentamente durante a vida adulta, com o período entre os 25 e 44 anos, constituindo os anos mais perigosos. A obesidade progressiva se associa a obesidade hiperplásica, o que dificulta extraordinariamente o controle do peso corporal na idade adulta. A obesidade quase manifesta na idade adulta tem de apresentar características hipertróficas, e portanto é mais suscetível à reversão.

A obesidade não se trata, necessariamente de excesso de comida. Ela só tem uma causa direta: o balanço calórico positivo. Uma pessoa somente irá engordar se a quantidade de calorias que ela ingerir superar a quantidade de calorias gastas. Entretanto, outros fatores podem gerar obesidade, como socioculturas, genéticos, endócrinos e metabólicos.

A seguir, serão destacados alguns fatores que têm sido amplamente relacionados à obesidade.

Inatividade física: a obesidade infantil está mais associada à inatividade física do que `a super alimentação. As crianças obesas além de hipoativas, apresentam um gasto energético 20,7% menor que as não obesas.

Os aumentos na gordura corporal podem constituir muito mais uma função do nível de atividade que da idade. Curiosamente, não foi evidenciada qualquer relação entre a gordura corporal e a ingestão calórica. Isso sugere que a maior quantidade de gordura corporal observada entre os homens de meia idade ativos, em comparação com seus congêneres mais jovens, representava a conseqüência de um treinamento menos vigoroso não de uma ingestão alimentar maior. Esses achados indicam que a tendência para os aumentos na gordura corporal com o envelhecimento pode ser minorada, até certo ponto, com aumento na atividade física diária.

Fatores socio-culturais: os hábitos familiares, bem como o de amigos, podem contribuir de forma significativa para a instalação de maus hábitos alimentares, o que, por sua vez, pode levar ao desencadeamento do processo de obesidade.

Existem relatos de obesidade que atribuem sua obesidade a problemas psicológicos ou emocionais. Problemas pessoais de ordem financeira, social ou afetiva podem provocar distúrbios comportamentais ou psicológicos que podem levar a pessoa a ingerir alimentos em excesso, ou a adotar uma vida mais sedentária, ou mesmo combinar as duas coisas causando o balanço calórico positivo e o conseqüente aumento dos depósitos de gordura no corpo.

Fatores genéticos e endócrinos: freqüentes são os relatos de que aspectos hereditários certamente predispõem os indivíduos à obesidade. Uma criança tem 10% de chance de ficar obesa se os pais tem peso normal, 50% de chance se um dos pais é obeso, e 80% se ambos são obesos.

A obesidade, principalmente em sua forma extrema, tende a se familiarizar , sendo muito mais comum nas crianças quando ambos os pais são obeso, do que quando nenhum deles é.

Três diferentes manipulações de natureza endócrina podem produzir obesidade: administração de insulina, glicocorticóides e castração. Tem-se observado que a elevação experimental de insulina produz hiperfagia ou aumento do apetite. Mas, apenas 5 % dos obesos são de origem hormonal ou genética.

A grande ameaça da obesidade está na predisposição a doenças cardiovasculares e pulmonares. Os casos mais severos são: influência cardíaca,

tromboses e hemorragias cerebrais e, romboses coronarianas. A taxa de mortalidade nos diabéticos é quase quatro vezes maior nos obesos do que nos não obesos.

Dentre as doenças que podem ser agravadas pela obesidade, destacam-se o diabete mellitus, a doença vascular hipertensiva, a arteriosclerose, as varizes essenciais dos membros inferiores, etc.

Segundo Kannel & Gordon, há a diminuição entre 25 – 35 % no número de moléstias graves com a diminuição do peso.

O obeso está mais sujeito a ferimentos corporais por acidentes. Pois sofre redução de suas capacidades físicas e diminuição da velocidade de movimento.

As mulheres obesas estão mais propensas a complicações durante a gravidez.

A obesidade diminui a longevidade, ou seja, apenas 60% dos obesos chegam aos 60 anos, em comparação a 90% das pessoas magras.

O sistema circulatório é afetado pelo excesso de gordura, sendo que pessoas portadoras de doenças cardiovasculares deveriam manter o peso aproximadamente 10% abaixo do normal para diminuírem a sobrecarga do coração e do sistema circulatório.

Classificação:

A obesidade humana é identificada de acordo com vários critérios de classificação e subgrupos de obesos.

Classificação etiológica: a obesidade é considerada como acúmulo excessivo de gordura no tecido adiposo. A obesidade exógena é o excesso de gordura corporal decorrente do equilíbrio positivo entre ingestão e demanda energética; responsável por 98% dos casos de obesidade. E, os 2 % restantes é chamado obesidade endógena, que tem causas hormonais provenientes de alterações do metabolismo tireoidiano, gonadal, hipotálasmo-hipofisiário, de tumores como o craniofaringeoma e as síndromes genéticas

Classificação segundo a quantidade de gordura: quando a quantidade de gordura corporal é excessivamente alta é classificada como obesidade mórbida. Proporções discretamente altas de gordura corporal são definidas como obesidade leve. Entre esses dois extremos, encontra-se o que se denomina de obesidade moderada e de obesidade elevada.

Classificação anatômica: de acordo com as características anatômicas do tecido adiposo, a obesidade pode ser classificada como hiperplásica – número anormalmente acentuado de células adiposas no organismo; e obesidade hipertrófica – associada ao tamanho das células que podem alcançar de até 40% do seu tamanho em relação aos não obesos. Em razão de as intervenções terapêuticas provocarem modificações apenas no tamanho das células adiposas, não em seu número, a duração da redução do peso corporal é mais curta, e a velocidade com que se volta a aumentar o peso corporal é maior nos indivíduos portadores de obesidade hiperplásica.

Classificação segundo a distribuição regional da gordura corporal: a obesidade ginóide, também chamada de periférica, caracteriza-se pelo acúmulo de gordura predominante na metade inferior do corpo (quadril, glúteos, e coxa superior), sob efeito hormonal das estrógenos. Este tipo predomina nas mulheres a partir da puberdade. A obesidade andróide, também chamada de obesidade centra, apresenta acúmulo de gordura nas regiões do abdome, tronco, cintura escapular e pescoço, sob efeitos hormonal da testosterona e de corticóides. Manifesta-se sobretudo nos homens. Há possibilidades da obesidade andróide se apresentar em mulheres como também a obesidade ginóide se apresentar nos homens. Isso ocorre em pessoas excessivamente obesas quando a diferenciação sexual quanto à gordura tende a desaparecer.

Classificação segundo a época de início: a obesidade hperplásica é progressiva, pode começar nos primeiros meses de vida ou principalmente na puberdade e é de difícil controle. A obesidade hipertrófica se manifesta na idade adulta e é mais controlável e suscetível à reversão.

Recomendações:

Segundo Pollock, em condições ideais, a obesidade deveria ser prevenida. Apesar da prevenção se constituir numa questão de equilíbrio entre o consumo energético (gasto), o tratamento da pessoa obesa envolve um plano de ação muito mais complexo, que deve ser prescrito e orientado de acordo com o grau de indivíduo.

O American College of Sports Medicine (ACSM), recomenda exercícios físicos que demandam um maior gasto energético e que utilizem principalmente o sistema aeróbio de produção de energia. Neste caso, exercícios como caminhada, corrida, ciclismo, ergométrica e a natação são os mais indicados.

Não se deve descuidar do sistema neuromuscular. Devido ao maior peso corporal do indivíduo, as estruturas articulares podem ser comprometidas. É importante desenvolver o sistema locomotor, proporcionando a sustentação fundamental para o desenvolvimento do sistema cardiorrespiratório, através da melhoria da resistência localizada, em atividades de longa duração.

A duração de cada sessão de treinamento deverá ser suficiente para uma demanda energética em torno de 300Kcal. A freqüência semanal de 5 – 6 vezes e a intensidade inicial de 50 – 60% FC máxima ou 40 – 50% do VO2máx.

Riscos associados à obesidade:

Doenças cardiovasculares
Hipertensão arterial
Diabetes e lipídios plasmáticos
Outras disfunções(osteo-artrites)
Doenças de vesícula biliar


Personal Trainer – prescrição aplicada diabéticos

29, Julho, 2007

O diabetes Mellitus caracteriza-se por uma menor produção do hormônio insulina, provocando aumento dos níveis de glicose sangüínea.

O diabetes diminui a capacidade do organismo de queimar o material energético ou glicose que ele retira dos alimentos para energia. A glicose é transportada pelo sangue para as células necessitam de insulina, que é produzida pelo pâncreas para permitir que a glicose se movimenta para o interior. Sem insulina, a glicose se acumula no sangue e é eliminada pela urina por meio dos rins (Nielman, 1999)

As causas podem ser as mais variadas tais como hereditariedade, obesidade, estresse, alimentação, gravidez, inatividade física, idade, etc…

A Organização Mundial de saúde classifica os indivíduos como diabéticos, quando os níveis de glicose no sangue estiverem acima dos 140mg/dl.

Os valores normais que devem ser mantidos sobre controle encontram-se entre 75 a 100 mg/dl. Dependendo do tipo de diabetes, seu tratamento inclui a administração de insulina exógena, agentes hipoglicêmicos por via oral, dietas e exercícios físicos (Guedes, 1995).

Tipos de Diabetes:

Diabetes Melito Tipo I

São também conhecidos como insulino dependentes, pois caracterizam-se por apresentarem um quadro de baixa dos níveis de insulina ou mesmo a inexistência da produção da mesma. Durante os exercícios, estes indivíduos respondem com um aumento nos níveis de glicose, ácido graxos e cetonas.

De acordo com POLLOCK (1993) “o diabetes do tipo I instala-se de forma mais rápida e é mais difícil de ser controlada e é tratada por meio de injeções de insulina.”

O tipo I acomete de 10 a 15 % dos diabéticos e tem sua maior incidência em indivíduos jovens (diabete juvenil). TEIXEIRA (1992) e POLLOCK (1993)

Diabetes Melito do tipo II

Freqüentemente denominado diabete melito não insulino dependente, é a diabete que secreta moléculas defeituosas de insulina que não são eficientes para fazer com que a glicose não entre na corrente sangüínea.

Segundo TEIXEIRA (1992), está associada à hereditariedade, dependendo, entretanto, de fatores como vida sedentária e maus hábitos alimentares. Tem sua maior incidência em indivíduos com mais de 40 anos de idade (diabete senil).

Para GUEDES (1998), aproximadamente 80 a 90 % dos diabéticos do tipo II apresentam sobrepeso ou são obesos. Em indivíduos com obesidade leve, o risco de surgimento de diabetes é 2,9 vezes maior que nos não obesos, 5 vezes no caso de obesidade moderada e 10 vezes no caso de obesidade elevada.

A diabetes do tipo II se instala, geralmente, de forma insidiosa, e resulta de uma produção reduzida de insulina pelo pâncreas ou de uma diminuição na sensibilidade dos receptores celulares à insulina. Ela é tratada inicialmente com dieta e exercícios, agentes hipoglicemiantes orais e, finalmente, para alguns indivíduos com injeções de insulina. POLLOCK (1993)

Durante os exercícios, os níveis de glicose se reduzem gradualmente devido à sua maior solicitação de uso pela musculatura esquelética. A produção de glicose pelo fígado é inibida pela presença de altos níveis de insulina, não sendo comprovado, no entanto, a ocorrência de uma hipoglicemia durante os exercícios de curta duração.

Efeitos da atividade física em Diabéticos:

A atividade física pode ser útil como elemento complementar à dieta tradicional. O objetivo dos exercícios seria a otimização da capacidade funcional, controle de peso corporal, a modulação dos níveis glicêmicos e a redução de outros fatores metabólicos de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (Pollock,1993).

A prática de exercícios físicos provoca a elevação da sensibilidade dos tecidos à insulina, e, com isso, a tolerância à glicose aumenta, permitindo, dessa forma, menor restrição à ingestão de glicídios.

Cuidados:

A prática de exercícios físicos só é recomendada quando os níveis circulantes de glicose no sangue são mantidos sob controle mediante o uso de insulina e de dieta adequada. Caso isso não ocorra, á risco de levar o indivíduo diabético a um estado de hipoglicemia (Guedes:1995).

É importante ser informado sob efeitos provocados pelos medicamentos

utilizados pelo indivíduo. Os pacientes que ingerem simultaneamente insulina e agentes betabloqueadores, podem mascarar os sintomas de hipoglicemia e de elevação da freqüência cardíaca.

Exercícios para Diabéticos:

Os benefícios:

O exercício físico é de suma importância para os diabéticos pois ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue e o peso corporal.

A prática de atividades físicas, segundo VIVOLO (1994), contribui para os níveis de glicemia, aumentar a capacidade do corpo em utilizar a glicose e aumentar a capacidade da insulina na redução dos níveis de glicose no sangue. Este fato faz com que haja a administração de uma menor quantidade e insulina para quem a toma diariamente ou um melhor aproveitamento deste substrato nos diabéticos que possuem este hormônio, mas que não são capazes de utilizá-la adequadamente.

VIVOLO, afirma que a atividade física provoca uma diminuição do risco de doenças cardíacas, melhora da hipertensão arterial e em combinação com a dieta um controle do diabetes tipo II, em alguns casos, eliminando a necessidade de medicação.

Segundo Guedes (1998), os indivíduos diabéticos que conseguem obter uma redução de aproximadamente 20% de seu peso corporal inicial demostram ser capazes de suspender o uso de insulina exógena ou de agentes hipoglicêmicos. Deste modo, o autor considera que a prevenção da obesidade pode retardar ou prevenir o desenvolvimento pelos diabéticos.

Prescrição de exercícios:

Os exercícios para diabéticos insulino-dependentes só podem ser praticados se os níveis de glicose estiverem controlados. O controle se baseia no nível de aproximadamente 250mg% e ausência de sintomas. VIVOLO (1994)

O primeiro passo para prescrição de exercício é obter do indivíduo um exame que relate a condição dos níveis sangüíneos de glicose. É também necessário realizar uma avaliação antes de iniciar o programa de exercícios.

Precauções quanto à prática de exercícios:

Os diabéticos do tipo I devem precaver-se quanto à prática de atividade física logo após a aplicação de insulina. No tipo II, os exercícios ajudarão a perder ou a manter o peso corporal. Deste modo, deve-se tomar cuidado com os exercícios que contribuem para que o sobrepeso do indivíduo comprima os vasos e comprometa a circulação sangüínea.

Não se exercitar em condições climáticas adversas sem tomar algumas precauções também é uma maneira de melhorar a prática de exercícios. Ao exercitar-se no calor, recomenda-se molhar as partes do corpo com água gelada a intervalos regulares. No frio, escolher roupas que permitam um isolamento adequado do frio, evitando tecidos que não permitem a evaporação do suor.

Segundo VIVOLO (1994), os diabéticos bem controlados devem tomar cuidado com a probabilidade de ocorrência de uma hipoglicemia que podem ocorrer antes, durante, logo após ou no decorrer 24 horas seguintes ao término da atividade física, pois o nível de glicose continuará a cair.

Já nos maus controlados, a atividade física pode elevar o nível de glicose no sangue e também produzir ou elevar os corpos cetônicos de forma indesejável.

Deve-se evitar a realização de exercícios nos horários de pico da ação da insulina, visando prevenir a Hipoglicemias. Um bom horário para exercitar-se é após as refeições, quando o indivíduo apresenta bastante disponibilidade de glicose. Nesse caso, a atividade física é utilizada como uma forma de reduzir essa elevação. No entanto exercícios de alta intensidade devem ser evitados nessas ocasiões.

A atividade física pode influenciar na “velocidade de absorção da insulina”, se for aplicada imediatamente antes dela. É aconselhável iniciar a atividade até pelo menos uma hora após ter tomado insulina.

Não recomenda-se a prática de exercício caso: o nível de glicose esteja acima de 300 mg/dl; o nível de glicose esteja acima de 240 mg/dl e cetonas na urina; quando apresentar alguma complicação.

Se o indivíduo for realizar exercícios físicos mais rigorosos a aplicação deve ser feita no abdômen.

Alguns pacientes podem ter necessidade de se alimentar antes da atividade física. Esse fato deve fazer parte do planejamento alimentar, sob orientação do médico ou da nutricionista.

Ao realizar um exercício de maior intensidade por período mais prolongado pode ser difícil para o paciente prevenir a queda de glicose no sangue apenas com a alimentação suplementar. Nesse caso, convém reduzir a dose de insulina que está agindo durante o período de realização dos exercícios.

Recomendações:

Segundo o American College of Sports Medicine (ACMS), o indivíduo diabético deve se exercitar de 5 a 7 dias por semana, com a duração entre 30 – 40 minutos e a intensidade de 60 à 75 da Fc máx ou 50 à 60% do VO2máx. A atividade de predominância aeróbia.

Exercícios de intensidade elevada ou longa duração devem ser evitados (acima de 60 minutos), como também em temperaturas elevadas.


Personal Trainer – prescrição aplicada a hipertensos

29, Julho, 2007

A Hipertensão é uma condição na qual a tensão arterial encontra-se cronicamente elevada, acima dos níveis considerados desejáveis ou saudáveis para a idade e a superfície corporal do indivíduo (Pollock, 1993:06).

Na maioria dos casos, a hipertensão pode ser resultante de fatores genéticos, de uma dieta com altos teores de sódio, obesidade, da inatividade física, estresse, de uma combinação destes fatores, e outros (Pollock, 1993:13).

TABELAS DE CLASSIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL

Os indivíduos com uma PA sistólica superior a 160 mmHg ou de uma PA diastólica acima dos 100 mmHg precisam ser encaminhados a um médico antes de serem testados ou de iniciarem em um programa de treinamento.

Efeitos da atividade física em Hipertensos:

A atividade física altera a pressão sangüínea, mas, esta alteração depende da pressão arterial do indivíduo, ou seja, em indivíduos com PA normal, pouco alteração ocorre com o treinamento, mas, provocam redução significativas em indivíduos hipertensos leves e moderados (Fagard & Tipton, 1994; citado por Guedes, 1995). Os exercícios aeróbios moderados e de longa duração são os mais eficientes na diminuição ou na regularização da PA, principalmente quando associados à redução do peso corporal e da ingesta de sal (Sannerstedt, 1987; citado por Guedes, 1995).

O American College of Sports Medicine (ACSM) e outros revisores concluíram que as pessoas com hipertensão discreta podem esperar uma queda média das pressões arteriais sistólica e diastólica de 8 a 10 mmHg e 6 a 10 mmHg, respectivamente, em resposta ao exercício aeróbio regular.

Indivíduos hipertensos submetidos a exercícios físicos tendem a reduzir a concentração circulante de catecolaminas, o que, somado à diminuição do tônus simpático, provoca diminuição do débito cardíaco e na resistência vascular periférica, resultando em menor pressão arterial em repouso (Fagard & Tipton,1994).

Os programas de exercícios devem ser de predominância aeróbia, como caminhadas, corridas leves, cicloergômetros, ciclismo, natação, etc…

A freqüência das atividades não deve ser inferior a 4 vezes por semana, com a duração inicial de 30 minutos aumentando gradativamente a 1 hora e a intensidade entre 40 a 65 % da Fc máx.

Pressão arterial e exercício:

Exercício com resistência estática dinâmica comprimem o sistema arterial periférico e acarretam aumentos agudos e dramáticos na resistência ao fluxo sangüíneo.

Exercícios crônicos do treinamento de resistência podem causar maior elevação na pressão arterial, e comparada com o movimento dinâmico de menor intensidade, porém não parece que essa forma de treinamento seja capaz de causar qualquer aumento a longo prazo na pressão arterial de repouso.

Exercício em ritmo estável na atividade muscular rítmica tipo trote, natação e ciclismo, provoca a dilatação dos vasos sangüíneos nos músculos ativos, reduz a resistência periférica total e aumenta o fluxo de sangue através de grandes segmentos da árvore vascular periférica.

Exercício progressivo: nessa situação, as pressões sistólicas (PAS), diastólica (PAD) e média são plotadas como uma função da quantidade de sangue ejetada para dentro do circuito arterial a cada minuto, o que constitui o débito ou rendimento cardíaco.

Pressão arterial nos exercícios de braço: o fluxo sangüíneo para os braços durante o exercício exige, uma cabeça de pressão sistólica muito maior. É evidente que essa forma de exercício representa um esforço cardiovascular maior, pois o trabalho do coração aumenta consideravelmente.

Na recuperação após uma sessão de exercício submáximo contínuo, a PAS é reduzida temporariamente para níveis abaixo do valor pré – exercício para indivíduos tanto normotensos quanto hipertensos. Essa resposta hipotensa ao exercício prévio dura cerca de duas a três horas durante a recuperação

Conclusão: A atividade física pode aumentar a capacidade cardiovascular e reduzir a demanda de oxigênio pelo miocárdio para um dado nível de exercício, tanto em indivíduos normais, quanto na maioria dos pacientes cardiácos. As atividades físicas exercidas regularmente são necessárias para manter os efeitos obtidos ao treinamento. Os riscos potenciais associados aos exercícios intensos podem ser reduzidos através da orientação correta . As atividades físicas podem auxiliar no controle do tabagismo, da hipertensão, das dislipidemias, do diabetes, da obesidade e do estresse emocional. As evidências sugerem que o treinamento físico pode proteger contra o desenvolvimento da doença coronariana, além de poder melhorar a probabilidade de sobrevida após um ataque cardíaco.


Personal Trainer – prescrição aplicada a gestantes

29, Julho, 2007

Em nossa civilização, durante muitos séculos, a mulher, origem do pecado, foi condenada a ” dar a luz na dor”.
Foi preciso muito tempo para vencer os princípios ancestrais a fim de chegar ao parto profilático, chamado “sem dor”.
Os médicos se preocupam, em primeiro lugar, com a parturiente e tentaram melhorar seu conforto, preparando-a física e psiquicamente para o evento.
O método de preparação física tenta levar em conta todos estes elementos: conforto da mãe, e conseqüentemente, da criança, controle das diversas situações na relação triangular pai-mãe-filho.
A boa condição física e o controle da respiração constituem, para a mulher, condições de ter um parto fácil. A preparação física desenvolve harmoniosamente o corpo todo, torna os músculos elásticos e mantém a boa forma.
A sucessão de contração e relaxamentos musculares melhora a circulação sangüínea. Por outro lado o controle das apnéias, também são fatores importantes no controle de si.

Modificações no organismo:

São várias as modificações anatômicas da mulher em seu período gestacional.
A parede abdominal é a primeira a sentir as modificações, deslocando o centro de gravidade, sujeitando-a a lordose lombar, à medida que a barriga aumenta.
A cintura pélvica aumenta 60% sua mobilidade devido a relaxinas. O quadril aumenta também o seu tamanho para ampliar o espaço a abrigar o bebê.
diafragma é comprimido devido ao maior volume uterino, dificultando-lhe a respiração.
estômago tem eixo alterado para a horizontal, dificultando a digestão.
As glândulas mamárias tem seu volume aumentado, solicitando mais músculos dosais e peitorais.

Alterações metabólicas mais apresentadas no período gestancial:

Aumento da freqüência cardíaca de 70/80 em média, devendo ser evitado assim atividades que exceda a 140 bpm.
A gestante está sempre cansada devido ao aumento de consumo de O2 (bebê) e a pressão sofrida pelo diafragma.
Aumento do débito cardíaco, pois parte deste é desviado para tecidos não musculares, provocando taquicardia.
A resistência periférica é diminuída.
Aumento do volume sangüíneo (30%) e plasmático (40%).
Alterações no sistema endócrino. A disfunção nos hormônios trás alterações emocionais e de hábitos na gestante.

Modificações gerais no organismo feminino durante a gravidez: 

A musculatura, impregnada de líquidos, tem seus ligamentos e tendões afrouxados, os quais se tornam incapazes de funcionar como sustentadores, aumentando o risco de lesões.

Os ossos estão bem mais frágeis e seus ligamentos mais frouxos, por isso, deve-se trabalhar com cargas reduzidas.

Recomendações do American College of Obstetrician and Ginicologist para exercícios no período gestacinal:

Prescrição médica. Para qualquer atividade física com gestantes são necessárias sempre as prescrições e avaliações médicas, sem isso o profissional estará sujeito a correr riscos desnecessários;
Não objetivar condicionamento físico, não aumentar a atividade física de antes da gravidez;
Realizar exercícios que não levam a fadiga,com duração no máximo de 30 minutos de atividade vigorosa, sempre entre 50% e 70% da capacidade da gestante.
Manter a freqüência cardíaca até no máximo de 140 bpm, algumas devem trabalhar no máximo 110 a 120 bpm (as que têm gravidez consideradas de risco: hipertensas, idade avançadas, placenta prévia);
Evitar o aumento na temperatura corporal (evitando lugares muito quentes e água no máximo 32º no inverno, pois poderá ocorrer a hipertermia, assim como evitar roupas muito quentes ou pesadas, levando-se em consideração a época do ano: inverno ou verão;
Evitar perda hídrica durante a atividade física (bebendo água antes, durante e após as atividades);
Realizar atividades de 2 a 3 vezes por semana com duração de no máximo 90 minutos;
Evitar exercícios em gestantes que tenham riscos comprovados pelo obstetra responsável;
Parar a atividade assim que a gestante apresentar algum sintoma fora do comum;

Contra-indicações:

Gestantes que, apesar de apresentar algum sintoma diferenciado, têm a permissão médica para a prática da atividade física, sempre sobre controle médico e cuidados especiais do profissional.

hipertensão arterial;
anemia ou outros distúrbios sangüíneos;
disfunção tireoidal;
disritmia cardíaca;
diabetes;
obesidade excessiva;
histórico anterior de vida excessivamente sedentária;
falta de peso excessiva;
apresentação pélica durante o terceiro trimestre;
placenta prévia;
infecção generalizada (garganta, ouvido, gastro-intestinais).

Alguns sintomas e sinais que interrompem a atividade física:

qualquer tipo de dor no peito;
contrações uterinas com intervalos pequeno (20 min);
perda de líquido (intenso ou leve);
vertigens e / ou fraquezas;
dificuldade em respirar;
palpitações e / ou taquicardias contínuas;
inchaços que não diminuem;
dor nos quadris ou no púbis;
dificuldade excessiva em caminhar;
dor nas costas interminantes ou que aliviam na água ou em posições confortáveis